Repita o mantra diário:

Não há nada de errado comigo!

Não há nada de errado com meu corpo.
Não há nada de errado com meu rosto.
Não há nada de errado com meu cabelo.
Não há nada de errado com a proporção dos meus olhos.
Não há nada de errado com minha altura.

Não há nada de errado com as marcas na minha pele.

Não há nada de errado em ser diferente das mulheres no editoriais de moda.
Não há nada de errado em ser diferente das mulheres nas redes sociais.
Não há nada de errado em ser diferente do padrão de beleza.

Não há nada de errado em envelhecer.
Não há nada de errado em deixar o cabelo branco aparecer.
Não há nada de errado em deixar o pelo crescer.
Não há nada de errado em depilar quando der na telha.
Ou não depilar.

Não há nada de errado com essa mulher no espelho!


Amor…
Melhor quando é de dentro pra fora, sabe?

Comecei a repetir esse mantra quando intervenção cirúrgica veio em pauta com frequência. Não estou julgando quem faz. Porém, não vejo a real necessidade nesses procedimentos por pura estética. Principalmente porque isso significa dar ouvidos a auto julgamentos cruéis do tipo: “olha que nariz gordo”; “que cara redonda e desproporcional”; “quem em sã consciência te acharia bonita desse jeito?” etc.

Aos 32 anos pretendo envelhecer naturalmente. Tenho convicção que posso mudar de ideia no meio do caminho. Mas sabe… qualquer coisa que eu faça em mim vai alimentar esses julgamentos que não são meus. Eu não preciso me encaixar em nenhum padrão pra me sentir bem. Entenda, é uma opção minha! E ceder a pressão de me encaixar em uma forma me causa muita ansiedade e angustia, portanto, não pretendo ceder a ela.

Não aceito passar o resto dos meus dias lutando contra a natureza que me mantém viva. Porque se estou envelhecendo, se meus cabelos estão ficando brancos é porque estou viva!

Meu corpo vai mudar também! Minha pele e músculos vão ceder a gravidade e a falta de colágeno muito em breve. E tudo isso, porque continuo viva.

Então, que a saúde seja o fator decisivo para as decisões de alimentação e atividades físicas. Que a arte seja um agente de possível mudança no meu corpo (porque ainda não aboli de vez a ideia de tatuagem rsrs). Só desejo cuidar do meu corpo com carinho para que ele me retribua com a mesma medida.

Quero apenas celebrar o fato de está viva,
de ser amada por quem vê além da minha aparecia física
e de me amar além das vozes do meu próprio julgamento.

Porque não há nada de errado nesse corpo!

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